Em alguns supermercados, a seção de ovos às vezes se assemelha a uma prateleira esquecida. Não foi anunciada nenhuma escassez nacional, mas a falta ocasional de produtos e o aumento dos preços são suficientes para perturbar os hábitos de consumo. Como resultado, alguns compradores estão recorrendo a uma solução muito prática, quase antiquada: comprar galinhas poedeiras para garantir parte do seu fornecimento de ovos.
O galinheiro: uma nova maneira de combater as prateleiras vazias
Em Neubourg (Eure), uma loja de animais relata um aumento de 50% nas vendas em apenas um ano. Nathalie Duval, vendedora, afirma vender entre 200 e 300 galinhas por semana, um nível "sem precedentes" em quase 30 anos. A demanda não é motivada apenas pela praticidade; às vezes, beira a estética: certas raças são escolhidas pela cor de seus ovos, especialmente com a Páscoa se aproximando. E o argumento prático continua surgindo entre os clientes, cansados de fazer inúmeras viagens à loja na esperança de encontrar uma caixa de ovos.
Por trás do retorno do galinheiro, há também uma sutil mensagem moral e uma abordagem calculada. Lise, que costuma cozinhar, diz que decidiu investir no galinheiro depois de ver as prateleiras vazias e para evitar ovos de galinhas criadas em gaiolas; os vendedores lembram que uma galinha põe, em média, um ovo por dia, com variações dependendo da raça e da estação do ano. Mathilde, por sua vez, está fazendo as contas: entre o preço dos ovos de granja e até mesmo o dos ovos vendidos entre particulares, a compra das galinhas, do galinheiro e da ração pode ser recuperada ao longo do tempo, com o bônus adicional de menos desperdício graças à sobra de comida. Nos bastidores, o setor continua sob pressão, entre crises sanitárias, custos de produção e demanda constante, enquanto a oferta avança lentamente.
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