Desta vez, Roma está na agenda presidencial. Emmanuel Macron O presidente Macron deverá estar no Vaticano em 10 de abril para uma audiência privada com o Papa Leão XIV, encontro confirmado tanto pelo Palácio do Eliseu quanto pela Santa Sé. Este será o primeiro encontro entre o presidente francês e o novo pontífice desde sua posse no Palácio Apostólico em meados de março.
Nada está definido, porém; a reunião continua condicionada ao clima internacional, tendo um adiamento anterior já deixado marcas: dois adiamentos em janeiro e depois em março. No dia anterior, o presidente tem presença confirmada na Suíça, um detalhe logístico aparentemente insignificante, mas que serve como um lembrete de como a diplomacia pode, por vezes, depender de um único corredor.
Uma reunião individual condicional, seguida de manobras diplomáticas.
De acordo com o protocolo, Emmanuel Macron será recebido pela manhã no Palácio Apostólico, no terceiro andar, onde são realizadas as audiências privadas, para uma reunião a portas fechadas, diante das imagens, sorrisos e troca de presentes — aquele momento altamente formalizado em que todos também expressam suas opiniões. Em seguida, o presidente tem agendado um encontro com o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, e com o Arcebispo Paul Richard Gallagher, responsável pelas relações com os Estados.
Dois pilares da diplomacia do Vaticano: esses encontros geralmente abordam crises atuais, equilíbrios internacionais e a relação singular entre a França e a Santa Sé. Tanto em Paris quanto em Roma, entende-se que esses encontros nunca são apenas uma oportunidade para fotos; eles revelam uma posição e uma influência, e também podem ser decifrados no que fica subentendido. Contudo, as vicissitudes do mundo permanecem, capazes de interromper uma agenda em questão de horas e de impregnar essa visita com um senso de incerteza.
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