A polícia israelense anunciou a prisão de oito israelenses suspeitos de participação em um ataque a uma aldeia palestina na Cisjordânia, que incluiu a queima de casas. Esta operação, realizada durante a madrugada de sábado para domingo, ocorre em meio à escalada da violência nos territórios ocupados.
Os suspeitos, com idades entre 18 e 48 anos, foram presos após o ataque à vila de Qusra, no norte da Cisjordânia. Durante a operação, as forças de segurança também apreenderam um fuzil de assalto M-16, comumente usado pelo exército israelense. As autoridades não especificaram se os presos eram colonos.
A aldeia já havia sido alvo de um ataque em meados de março, durante o qual um residente foi morto e outros dois ficaram feridos, segundo autoridades palestinas. A agência de notícias palestina Wafa relata que os agressores agiram então sob a proteção de forças israelenses, ferindo gravemente um homem e abrindo fogo contra instalações agrícolas.
Essas prisões são raras nesse tipo de caso, embora a violência dos colonos contra os palestinos venha aumentando há vários anos. Desde o final de fevereiro e o início da guerra envolvendo o Irã, esses ataques atingiram um nível sem precedentes, gerando crescente pressão sobre as autoridades israelenses, tanto interna quanto internacionalmente.
Algumas vozes em Israel agora se referem a essa violência como um fenômeno de "terrorismo judaico". Pelo menos seis palestinos foram mortos nesse contexto desde o início de março, enquanto o Ministro das Relações Exteriores palestino denunciou uma grave escalada, apelando à comunidade internacional para que responda a esses ataques repetidos.
A Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, abriga atualmente mais de 500 mil colonos israelenses, além de aproximadamente 3 milhões de palestinos. Os assentamentos na região são considerados ilegais sob o direito internacional, um ponto central de discórdia no conflito israelo-palestino.
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