Rima Hassan deverá retornar à sede da polícia judiciária de Paris após o levantamento de sua prisão preventiva inicial.
Rima Hassan deverá retornar à sede da polícia judiciária de Paris após o levantamento de sua prisão preventiva inicial.

Na manhã desta sexta-feira, Rima Hassan foi novamente intimada pela polícia judiciária de Paris. A eurodeputada do LFI deve comparecer ao "Bastion", sede da polícia judiciária, para ser interrogada pela Brigada de Repressão a Crimes contra a Pessoa (BRDP), segundo uma fonte próxima ao caso citada pela AFP, confirmando parcialmente informações da TF1. Os investigadores insistem que este é um procedimento distinto do de quinta-feira, que resultou em sua prisão por "apelo ao terrorismo" antes de ser libertada no final daquela noite.

Um caso se encerra, outro se abre.

Entre esses dois eventos, um detalhe acendeu a controvérsia. Durante uma busca em seus pertences enquanto estava sob custódia policial, os agentes descobriram "a presença de substâncias semelhantes a CBD, por um lado, e 3MMC, por outro", uma droga sintética, segundo a promotoria de Paris, que especificou que esses itens eram "não relacionados" e seriam objeto de processos separados. Manuel Bompard, coordenador nacional da La France Insoumise, denunciou imediatamente isso na Sud Radio como "informação falsa" destinada a "difamar" a política, afirmando que ela "não portava drogas". Nesse tipo de caso, tudo depende da classificação, análise e rastreabilidade, e os políticos adoram se antecipar ao processo judicial.

O outro aspecto permanece, aquele que desencadeou a tempestade: Rima Hassan foi intimada a comparecer em juízo no dia 7 de julho por "pedido de desculpas por terrorismo" com base em uma publicação sobre X, segundo informações divulgadas na quinta-feira. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, em entrevista à BFMTV, defendeu o relatório apresentado por seu departamento, considerando a mensagem "séria" por fazer referência a Kozo Okamoto, um dos autores do atentado no aeroporto de Tel Aviv em 1972 (26 mortos), e afirmando que "não houve vingança".

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