O primeiro-ministro italiano Giorgia Meloni Anunciou que a Itália espera aumentar suas importações de gás da Argélia, em meio a tensões nos mercados de energia.
Durante uma visita a Argel, ela se reuniu com o presidente Abdelmadjid Tebboune para fortalecer a cooperação energética entre os dois países.
Essa medida surge em um momento em que a Itália enfrenta interrupções no fornecimento de gás natural liquefeito do Catar, que antes representava cerca de 10% de seu consumo anual.
Roma procura, portanto, diversificar as suas fontes de energia para garantir o seu abastecimento, num contexto internacional marcado pelo aumento dos preços e pelas incertezas ligadas aos conflitos.
O grupo energético Eni desempenha um papel central nesta parceria com a Argélia, que já é um dos principais fornecedores de gás da Itália.
Essa reaproximação ilustra a reorientação estratégica de vários países europeus em direção ao Norte da África para garantir sua segurança energética.
Faz também parte de uma dinâmica mais ampla de recomposição dos fluxos globais de energia, sob o efeito de tensões geopolíticas e crises de abastecimento.
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