Nos Camarões, o Papa Leão XIII denuncia "um punhado de tiranos" e condena os excessos da guerra.
Nos Camarões, o Papa Leão XIII denuncia "um punhado de tiranos" e condena os excessos da guerra.

Durante uma visita aos Camarões, o Papa Leão XIII proferiu um discurso firme, apelando às autoridades para que combatam a corrupção e resistam à influência dos "ricos e poderosos", ao mesmo tempo que denunciou a violência que está a enfraquecer o país.

Em discurso em Yaoundé, na presença do presidente Paul Biya, no poder desde 1982, o Papa exortou o governo a agir com firmeza para restaurar a justiça e preservar a paz social. Ele alertou especificamente contra os abusos de interesses econômicos e políticos que alimentam as tensões.

O Papa também pediu o fim do conflito anglófono que assola partes do país há vários anos e causou milhares de mortes. Ele enfatizou a necessidade de um diálogo inclusivo para resolver essa crise em curso.

Essas declarações surgem em um contexto particular, já que o Papa é alvo de críticas renovadas por parte do presidente americano. Donald Trumpque o atacaram diversas vezes durante sua turnê pela África.

Apesar dessas tensões, Leão XIII continuou sua mensagem em favor da paz e da coexistência, apelando aos líderes e cidadãos para que trabalhem juntos a fim de superar as divisões e construir um futuro mais estável.

Esta visita aos Camarões é a segunda etapa de uma viagem mais ampla pela África, durante a qual o Papa pretende promover o diálogo, a justiça e a reconciliação em regiões que enfrentam grandes desafios políticos e de segurança.

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