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Em uma entrevista comovente concedida a JDNews, Marine Le Pen Ela refletiu sobre a morte de seu pai, Jean-Marie Le Pen, ocorrida em 7 de janeiro, aos 96 anos. Entre reflexões pessoais e análises políticas, a presidente do grupo RN na Assembleia Nacional prestou um depoimento comovente, oscilando entre uma homenagem filial e uma reflexão sobre o legado político do "Menir".

Um choque, uma perda pessoal e política.

Marine Le Pen soube da morte do pai durante uma escala em Nairóbi, quando regressava de uma viagem a Mayotte. "O meu assessor de imprensa informou-me de um rumor sobre a sua morte. Já me tinha acontecido isto várias vezes, por isso não acreditei de imediato", confidenciou. Foi quando ligou à irmã que veio a confirmação: Jean-Marie Le Pen, cofundador da Frente Nacional, tinha falecido.

A líder da Reunião Nacional falou sobre o momento difícil que teve que enfrentar ao receber a notícia. Ela também denunciou a publicação de uma foto sua em lágrimas ao saber da notícia: "Foi repugnante e imperdoável. Este país está afundando em uma total perda de respeito pela privacidade e pela dignidade."

Para Marine Le Pen, seu pai era muito mais do que um político. “À medida que envelhecia, ele se tornou, antes de tudo, um pai novamente. A política o havia afastado de nós. Com a idade, ele se concentrou novamente no que era essencial: sua família.” Por meio dessa declaração, Marine Le Pen revela um lado mais íntimo do homem que, ao longo de sua vida, foi uma figura controversa e incontornável na vida política francesa.

Ela também enfatiza o papel central que ele desempenhou na história política moderna: "Independentemente da opinião que se tenha dele, até mesmo seus oponentes reconhecem que ele foi um visionário. Ele identificou persistentemente questões cruciais, como imigração e globalização. Esses problemas, que ele abordou já na década de 1990, continuam extremamente relevantes hoje."

Um arrependimento eterno: a exclusão de Jean-Marie Le Pen.

A homenagem ambígua deEmmanuel MacronA declaração de que o papel de Jean-Marie Le Pen agora cabe à "história julgar" não deixou Marine Le Pen indiferente. "Se isso foi uma indireta, então o presidente deve saber que este julgamento será muito mais severo para ele. Meu pai teve a coragem de ver e denunciar, enquanto Macron não viu nada e não fez nada."

Ela disse, no entanto, que ficou "agradavelmente surpresa" com as homenagens prestadas por alguns membros da classe política. "Até mesmo aqueles que não estavam do lado dele reconheceram a singularidade de sua trajetória. Isso emociona minha família e os milhões de franceses que se viam nele."

Ao refletir sobre a expulsão de seu pai da Frente Nacional em 2015, Marine Le Pen não escondeu seu remorso. "Nunca me perdoarei por essa decisão. Era o partido dele, mas ele não era mais o único dono. Tinha se tornado a esperança de milhões de franceses, e eu não podia permitir que fosse posta em risco por suas repetidas provocações."

Essa decisão, uma das mais difíceis de sua vida, permanece uma ferida aberta: "Era o bebê dele. Sei que lhe causou imensa dor. Mas ele sempre me respeitou por assumir a responsabilidade."

O legado do "Menir"

Marine Le Pen concluiu a entrevista oferecendo uma avaliação matizada do legado de Jean-Marie Le Pen. "Ele era um homem extraordinário, excepcional, imerso em cultura e valores. Amava os franceses apaixonadamente. Quando falava das pessoas comuns, dos cidadãos do dia a dia, era sincero. Tinha um afeto genuíno por aqueles que não podem se defender."

Enquanto a classe política e a mídia questionam o "julgamento da história", Marine Le Pen nos lembra do ponto essencial: "Meu pai sempre foi um guerreiro. E, até o fim, lutou pela França e pelos franceses. É isso que devemos lembrar."

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