Oito anos à sombra do poder, para uma chegada espetacular aos altos escalões do setor bancário: Alexis Kohler, ex-secretário-geral do Palácio do Eliseu e leal ao governo.Emmanuel MacronNesta sexta-feira, ele foi nomeado vice-presidente executivo do Société Générale, onde chefiará o banco de investimentos do grupo. Ele integrará o comitê executivo do banco em junho.
A nomeação, anunciada oficialmente esta manhã pelo Société Générale, marca uma virada há muito esperada na carreira deste alto funcionário público, graduado pela École Nationale d'Administration (ENA) e colaborador próximo do presidente desde sua época no Ministério da Economia. Ele coordenará fusões e aquisições, mercados de capitais e atividades de financiamento de aquisições, além de apoiar o banco em seus programas de transformação e alienação de ativos. Também supervisionará os recursos humanos, a comunicação e a secretaria-geral do grupo.
Uma escolha estratégica, mas controversa.
Essa contratação ocorre em um momento em que Alexis Kohler continua sob investigação por conflito de interesses em um caso ligado à empresa de navegação MSC, pertencente a parentes próximos. Sua entrada no setor financeiro, portanto, levanta questionamentos em um setor que busca transparência e regulamentação. Oficialmente, o banco acolhe sua nomeação, elogiando seu "compromisso excepcional" e "vasta experiência".
Essa trajetória profissional lembra a de outros altos funcionários que migraram dos mais altos escalões do governo para grandes corporações. Mas, no clima atual, isso corre o risco de alimentar críticas às ligações entre o aparato estatal e o mundo empresarial. Será que esse novo cargo permitirá que Alexis Kohler deixe seus problemas legais para trás... ou os reacenderá?