A Costa Rica recebeu no sábado seu primeiro grupo de migrantes deportados dos Estados Unidos, em virtude de um acordo bilateral assinado em março, marcando um novo passo na política de imigração americana voltada para cidadãos de terceiros países. As autoridades costarriquenhas confirmaram a chegada de 25 pessoas ao Aeroporto Internacional Juan Santamaria, próximo a Alajuela.
Segundo a Direção-Geral de Migração e Estrangeiros, esse grupo incluía migrantes da Albânia, Camarões, China, Guatemala, Honduras, Índia, Quênia e Marrocos. Todos foram deportados dos Estados Unidos e transferidos para a Costa Rica em virtude desse acordo sem precedentes.
As autoridades locais declararam que, após a chegada, os migrantes receberiam cuidados médicos básicos prestados pela polícia especializada em imigração, em coordenação com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Esses cuidados visam atender às necessidades imediatas dos afetados após a deportação.
O acordo estipula que a Costa Rica aceitará até 25 migrantes por semana nessas condições. Em contrapartida, os Estados Unidos fornecerão apoio financeiro ao país anfitrião, enquanto a OIM será responsável por providenciar acomodação e alimentação para os migrantes durante os primeiros sete dias na Costa Rica.
Essa medida faz parte da estratégia mais ampla do presidente americano. Donald Trump O objetivo é intensificar as deportações em massa, principalmente terceirizando a gestão de certos migrantes para países terceiros. Essa abordagem já levanta questionamentos sobre suas implicações humanitárias e logísticas, visto que a Costa Rica se torna um dos primeiros países da região a participar desse tipo de acordo.
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