A ex-líder birmanesa Aung San Suu Kyi, detida desde o golpe militar de 2021, deverá se reunir com sua equipe jurídica neste fim de semana, após ser transferida para prisão domiciliar na capital.
Segundo um membro de sua equipe de defesa, a política de 80 anos permanece em Naypyidaw, onde teria sido colocada em prisão domiciliar na noite de quinta-feira por autoridades apoiadas pelos militares. Essa mudança representa uma alteração significativa em suas condições de detenção.
A mídia estatal confirmou a transferência e divulgou uma fotografia recente de Suu Kyi, a primeira em vários anos. A imagem mostra a ex-premiada com o Nobel sentada em um banco, cercada por policiais uniformizados.
Seus advogados planejam se encontrar com ela no domingo para discutir sua situação e preparar os próximos passos de sua defesa. Diferentemente das visitas anteriores à prisão, este encontro deverá permitir uma discussão mais aprofundada.
Presa após a derrubada de seu governo civil em fevereiro de 2021, Aung San Suu Kyi foi condenada a uma pena cumulativa de 33 anos de prisão, após diversos julgamentos realizados a portas fechadas. Seus apoiadores denunciam as acusações, que têm motivação política, como uma tentativa de afastá-la permanentemente da vida política.
Desde o golpe, Myanmar mergulhou em um conflito interno mortal entre a junta militar e vários grupos armados e movimentos pró-democracia, tornando o futuro político do país particularmente incerto.
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