Durante muito tempo, o Canal+ e o Festival de Cannes trabalharam em estreita colaboração. Mas essa era parece ter chegado ao fim. Em seu depoimento perante a comissão parlamentar de inquérito sobre a radiodifusão pública, Maxime Saada descartou categoricamente a possibilidade de o canal de televisão por assinatura retornar à Croisette.
Uma porta se fechou sem hesitação.
O presidente do Canal+ não deixou dúvidas sobre as intenções do grupo: "O Canal+ não tem intenção de retornar ao Festival de Cinema de Cannes."
Maxime Saada está, portanto, fazendo uma escolha estratégica: o Canal+ não pretende voltar à batalha para recuperar os direitos de transmissão do festival, que atualmente pertencem à France Télévisions.
O Canal+ não quer mais brigar.
O Canal+ parece não considerar mais Cannes uma prioridade, apesar da história compartilhada entre o canal e o maior festival de cinema do mundo. A mensagem é clara: o grupo prefere seguir em frente a entrar em outro confronto com a France Télévisions.
O fim de um símbolo
Esta decisão marca uma ruptura simbólica. Durante anos, o Canal+ representou o Festival de Cinema de Cannes na televisão, tornando o evento imperdível tanto para os seus assinantes quanto para o público em geral.
Hoje, essa relação especial é coisa do passado. Ao descartar publicamente um retorno, Maxime Saada confirma que o canal mudou de rumo.
Cannes continua, Canal+ olha para outros lugares
Persiste um paradoxo: o Canal+ ainda é um ator crucial no cinema francês. Mas na arena de grande visibilidade do Festival de Cannes, o canal já não quer investir.
Portanto, aqueles que sentem nostalgia da era Michel Denisot podem ficar desapontados: com essa declaração, Maxime Saada enterra um pouco mais a ideia de um retorno do Canal+ à Croisette.