Supostas ameaças em Blanc-Mesnil: jornalista Nassira El Moaddem apresenta queixa, Thierry Meignen é implicado.
Supostas ameaças em Blanc-Mesnil: jornalista Nassira El Moaddem apresenta queixa, Thierry Meignen é implicado.

O caso deixou de ser apenas um sussurro nos bastidores da política e chegou à esfera jurídica. A jornalista e escritora Nassira El Moaddem anunciou ter apresentado uma queixa após insultos e ameaças de morte atribuídos ao senador Thierry Meignen, do partido LR. Os comentários teriam sido ouvidos em Blanc-Mesnil, Seine-Saint-Denis, no final da campanha eleitoral municipal, quando a tensão era evidente.

Segundo o relato, foi Ivanne Trippenbach, jornalista do Le Monde, que estava no local para cobrir o segundo turno das eleições municipais, quem supostamente ouviu as palavras em questão aproximadamente 48 horas antes da votação. Entre elas, um insulto sexista dirigido a Nassira El Moaddem e ameaças de morte. Thierry Meignen não respondeu aos pedidos de comentários da franceinfo. Ele permanece em completo silêncio, enquanto a acusada adota uma postura mais firme.

Quando a campanha ultrapassa os limites

No cerne das tensões está um livro, e não um panfleto qualquer. Nassira El Moaddem publicou "Main basse sur la ville. Enquête au Blanc-Mesnil" (Stock) em 11 de fevereiro de 2026, no qual descreve práticas de clientelismo, nepotismo e pressão dentro da prefeitura. Ela também afirma que a cidade "na realidade pendeu para a extrema direita". Thierry Meignen foi prefeito de Blanc-Mesnil de 2014 a 2021 e concorreu à reeleição antes de ser derrotado no segundo turno.

Em suas declarações, a jornalista afirma ter sido informada das observações por um colega e mantém sua firme decisão: "Não havia a menor possibilidade de deixar isso passar". Ela também enfatiza o "dever de dar o exemplo" para um funcionário eleito, uma frase que inevitavelmente ressoa em uma época em que o discurso público se torna facilmente acirrado, seja para chamar a atenção para um microfone, seja para agradar a plateia, seja para apaziguar os mais impacientes. Ela indica que decidiu apresentar uma queixa à sua editora, abordando questões que considera não relacionadas às críticas, por mais severas que sejam, ao seu trabalho jornalístico.

Agora, resta o longo processo de apuração dos fatos e comprovação da verdade. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre um possível encaminhamento ao Ministério Público ou a abertura de uma investigação, e a discrepância entre a acusação pública e a verdade jurídica não pode ser superada da noite para o dia. Em uma campanha local já tensa, essa denúncia acrescenta mais um elemento de tensão e serve como um lembrete de uma realidade simples: palavras ditas sob pressão muitas vezes acabam exigindo respostas.

Compartilhar

Comunidade

comentários

Os comentários estão abertos, mas protegidos contra spam. As postagens iniciais e os comentários que contêm links passam por revisão manual.

Seja o primeiro a comentar este artigo.

Responda a este artigo

Os comentários são moderados. Mensagens promocionais, e-mails automatizados e links abusivos são bloqueados.

Seu primeiro comentário, ou qualquer mensagem contendo um link, poderá ser publicado aguardando aprovação.