Os Estados Unidos expressaram preocupação após a decisão de um tribunal cambojano de manter a condenação do ex-líder da oposição Kem Sokha, que foi sentenciado a 27 anos de prisão por traição. O Departamento de Estado americano declarou estar preocupado com o veredicto do tribunal de apelações.
O tribunal de apelações do Camboja confirmou na quinta-feira a sentença contra Kem Sokha, de 72 anos, cofundador do extinto Partido de Resgate Nacional do Camboja (CNRP), o principal partido da oposição. O ex-líder da oposição está em prisão domiciliar desde sua condenação inicial em março de 2023.
Segundo as autoridades cambojanas, ele foi considerado culpado de traição por supostamente conspirar com uma potência estrangeira para derrubar o ex-primeiro-ministro Hun Sen. Washington rejeita veementemente essas acusações, classificando-as como "teorias da conspiração fabricadas".
Este caso insere-se num contexto mais amplo de repressão política contra a oposição no Camboja, um país dominado durante décadas pelo Partido Popular do Camboja (CPP). Diversas figuras da oposição foram processadas em ações judiciais denunciadas por organizações de direitos humanos.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a confirmação da condenação de Kem Sokha ilustra um declínio nas liberdades fundamentais no país. Washington acredita que as restrições impostas à liberdade de expressão e de associação estão prejudicando a reputação internacional do Camboja.
Os Estados Unidos também observaram que muitos processos contra membros da oposição foram criticados por ativistas e diversos países ocidentais, que denunciam julgamentos em massa e condenações à revelia por traição e incitação ao ódio.
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