A Romênia caminha para uma grave crise política, com o principal partido da coligação governamental considerando retirar o apoio ao primeiro-ministro Ilie Bolojan. Os social-democratas, pilar da maioria, devem exigir sua renúncia, abrindo caminho para um período de instabilidade que poderá afetar a economia do país.
O Partido Social Democrata Romeno (PSD), partido de esquerda e o maior da coligação, vai realizar uma votação interna para definir a sua posição. Segundo diversas fontes, os seus membros estão cada vez mais inclinados a exigir a demissão do chefe de governo, que pertence ao campo liberal.
Formado há dez meses, após uma tensa eleição presidencial, o governo de coligação reuniu quatro partidos pró-europeus com o objetivo de impedir a ascensão da extrema-direita. No entanto, divergências persistentes sobre reformas econômicas e orçamentárias enfraqueceram essa aliança desde o início.
O primeiro-ministro Ilie Bolojan já descartou a renúncia, o que poderia precipitar um colapso. Em resposta, os sociais-democratas estão considerando retirar seus seis ministros do governo nos próximos dias, uma medida que privaria a coalizão de sua maioria parlamentar.
Este impasse político preocupa os observadores, sobretudo devido às suas potenciais repercussões económicas. Estão em jogo quase 28 mil milhões de euros em fundos e empréstimos europeus, essenciais para a estabilidade financeira do país. As agências de classificação de risco acompanham de perto a situação, uma vez que a Roménia já se encontra na iminência de obter o grau de investimento.
Além disso, o PSD teme uma erosão do seu eleitorado em favor da extrema-direita, num contexto em que não estão previstas eleições legislativas antes de 2028. Esta crise poderá, portanto, reconfigurar o panorama político do país e acentuar as tensões na cena política romena.
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