Israel anunciou no sábado, 18 de janeiro de 2025, a libertação de 737 prisioneiros palestinos como parte da primeira fase de um acordo de cessar-fogo com o Hamas, que também visa libertar reféns israelenses mantidos na Faixa de Gaza. Essa troca, aprovada pelo governo israelense, é resultado da mediação internacional liderada pelo Catar com o apoio dos Estados Unidos e do Egito.
Entre os prisioneiros palestinos está Zakaria Zubeidi, ex-líder das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa e responsável por ataques contra civis israelenses, que ganhou notoriedade ao escapar de uma prisão israelense em 2021. Essa parte do acordo gerou oposição dentro do governo, particularmente entre ministros da extrema-direita, mas foi aprovada pelo Conselho de Ministros.
O cessar-fogo, que deve entrar em vigor no domingo, pode representar um passo rumo a uma paz duradoura após 15 meses de conflito que matou dezenas de milhares de pessoas no território palestino, segundo o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani. Apesar dessa esperança, o exército israelense intensificou seus ataques contra Gaza antes da implementação do acordo, causando mais de 100 mortes desde quarta-feira.
Essa troca de prisioneiros e reféns é vista como um primeiro passo para a implementação de uma solução negociada para o conflito, embora os termos exatos e o cronograma de entrada em vigor do cessar-fogo ainda estejam por ser definidos. O Hamas também reafirmou seu compromisso de respeitar os termos do acordo.
Embora este cessar-fogo seja bem recebido pelos atores internacionais, resta saber se esta iniciativa ajudará a iniciar um processo de paz duradouro no Oriente Médio.