A mudança para o exterior atrai cada vez mais franceses a cada ano. Movidos por melhores oportunidades de carreira, regimes fiscais mais favoráveis ou simplesmente uma qualidade de vida diferente, um número crescente de pessoas está dando esse passo. Mas por trás da imagem de um novo começo, esconde-se uma realidade muitas vezes mais complexa: mudar-se para o exterior pode representar um custo significativo, especialmente durante os primeiros meses de adaptação.
Mesmo antes de partir, é preciso prever diversas despesas. Procedimentos administrativos, obtenção de vistos ou autorizações de trabalho, passagens aéreas para toda a família e custos de mudança internacional podem rapidamente somar vários milhares de euros. A isso se somam os depósitos para a compra de um imóvel, o seguro saúde internacional e, às vezes, as mensalidades escolares dos filhos, que costumam ser bem altas em alguns destinos.
Um orçamento de instalação que muitas vezes é subestimado.
Em muitos países populares entre os expatriados franceses, o custo de vida pode ser surpreendente. Em Montreal, Dubai ou Singapura, o aluguel está entre as maiores despesas e geralmente exige o pagamento adiantado de vários meses. Os recém-chegados também precisam incluir no orçamento o transporte, a mobília da acomodação, a abertura de contas bancárias e os trâmites administrativos locais.
Apesar das despesas iniciais, por vezes elevadas, muitos expatriados encaram este investimento como uma aposta no futuro. Salários mais altos, melhores perspetivas de carreira e um tratamento fiscal mais favorável compensam, muitas vezes, esses custos a longo prazo. Para muitos franceses, a expatrição continua a ser, portanto, uma aventura pessoal e profissional que se mantém atrativa, apesar das restrições financeiras inerentes à mudança de país.