Quase 9 milhões de famílias francesas estão atualmente sujeitas a um procedimento oficial que pode parecer trivial, mas é obrigatório. A recusa persistente pode resultar em multa de 38 euros.
Este é o censo populacional organizado sob os auspícios do INSEE. Desde janeiro, recenseadores designados pelas prefeituras têm visitado as casas de famílias selecionadas em toda a França.
O questionário, por vezes considerado extenso, pode ser preenchido online ou em papel. Alguns podem sentir-se tentados a não responder. No entanto, o censo não é facultativo. A lei prevê uma multa para quem se recusar a participar, apesar dos avisos.
Os prazos variam de acordo com o município.
A campanha do censo está gradualmente chegando ao fim. Nos municípios com menos de 10.000 habitantes, o prazo final é 14 de fevereiro. Nas cidades maiores, o censo termina em 21 de fevereiro. Nos territórios ultramarinos, principalmente em Reunião, os prazos são estendidos até março, dependendo do tamanho do município.
O censo determina a população oficial de cada município. Esses dados são usados para alocar verbas estaduais, planejar instalações públicas, ajustar a infraestrutura e organizar os serviços locais.
Como reconhecer um recenseador?
Primeiramente, os domicílios afetados recebem uma carta da prefeitura. O recenseador pode então visitar a residência, inclusive à noite ou nos fins de semana. Caso não haja ninguém em casa, um aviso de tentativa de visita é deixado para que um novo agendamento possa ser feito.
Para evitar fraudes, o agente deve apresentar um cartão oficial tricolor com sua foto, o carimbo da prefeitura e a assinatura do prefeito. O procedimento é totalmente gratuito. Não devem ser solicitados dados bancários. Qualquer solicitação nesse sentido deve levantar suspeitas.
Após serem contatados, os moradores podem optar por responder online usando códigos confidenciais fornecidos pelo recenseador ou preencher um formulário em papel, que será recolhido ou devolvido à prefeitura. O censo pode parecer trabalhoso, mas continua sendo uma ferramenta crucial para a formulação de políticas públicas. Ignorá-lo acarreta uma pequena, porém real, penalidade.