No domingo, 29 de março, Joël Soudron foi preso no Panamá. Autoridades panamenhas e fontes francesas confirmaram a prisão do guadalupense de 46 anos, descrito pelos investigadores como figura-chave na rede de narcotráfico que vinha sendo alvo de investigação há vários anos. Ele viajava com um passaporte francês autêntico, emitido com identidade falsa, detalhe que revela muito sobre a gravidade de suas atividades clandestinas e as vulnerabilidades que elas acarretavam.
Na Avenida Balboa, uma área movimentada da Cidade do Panamá, a polícia o prendeu apesar de um alerta vermelho da Interpol emitido pela França. Um vídeo divulgado pelas autoridades locais mostra um homem algemado, vestindo uma camisa polo laranja curta, cercado por policiais panamenhos e agentes da Interpol. Os investigadores afirmam ter verificado seus documentos, incluindo uma autorização de residência temporária que acreditam conter "informações falsas".
Uma prisão na rua, extradição à vista.
Esta prisão marca o fim de uma caçada humana que começou em setembro de 2018. Joël Soudron não retornou à prisão de Réau (Seine-et-Marne) após ter recebido uma liberdade temporária enquanto cumpria pena na França. Desde então, ele era considerado um alvo prioritário pelos serviços de inteligência, um status que não pode ser fabricado e que significava que seu nome circulava constantemente em arquivos e comunicações internacionais.
O homem é procurado em dois casos na França, segundo as mesmas fontes. Em um dos casos, ele foi condenado em 2016 a seis anos de prisão por organizar uma operação de tráfico de cocaína entre Caiena, Pointe-à-Pitre e Orly no início dos anos 2000. A investigação começou com a prisão, em Orly, de um passageiro vindo da Guiana Francesa com 7,79 kg de cocaína escondidos em uma gaiola para cães; segundo as investigações, as passagens aéreas haviam sido pagas por Joël Soudron.
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