Grégory Doucet, prefeito verde de Lyon, anunciou na segunda-feira, 20 de janeiro, sua saída da rede social X (antiga Twitter), administrada por Elon Musk. Essa decisão ocorre em meio a... Donald Trump está se preparando para retornar à Casa Branca, um contexto que Doucet descreve como "um momento crucial para nossas democracias".
Em uma mensagem publicada em outras plataformas como Facebook e Instagram, o prefeito de Lyon justificou sua saída denunciando a "violência diária" e os "apelos ao ódio impunes" que proliferam no X. Segundo ele, a aquisição da plataforma por Elon Musk Em 2022, transformou a rede em um espaço governado pela "lei do mais forte", onde as "comunidades mais ferozes" são favorecidas por um "algoritmo arbitrário".
Doucet acredita que a promessa inicial de diálogo direto entre os cidadãos na rede X não está mais sendo cumprida. Ele agora descreve a rede como um "instrumento de desestabilização", alertando para seus efeitos sobre a democracia.
A conta de Grégory Doucet no X permanece ativa, mas inativa, para evitar qualquer uso não autorizado. Ao mesmo tempo, a conta da Prefeitura de Lyon no X também será suspensa, exceto para comunicações de crise. O prefeito anunciou sua intenção de aderir ao Bluesky, uma rede social alternativa.
Doucet não é o único a se distanciar do X. Nas últimas semanas, diversas figuras e instituições políticas francesas, como os prefeitos de Paris e Estrasburgo, além de organizações como o Instituto Pasteur, anunciaram sua saída da plataforma. A saída de Doucet faz parte de um movimento de protesto mais amplo contra a gestão da rede social por Musk.
Diante desses excessos, Grégory Doucet apela à União Europeia para que legisle a fim de garantir a liberdade de expressão e proteger o direito à informação nas redes sociais. Ele também se mostra preocupado com as recentes mudanças de posição de Mark Zuckerberg, líder da Meta, e seu potencial impacto nas plataformas Instagram e Facebook.
Ao deixar a organização X, Doucet junta-se a uma crescente onda de protestos contra o que ele percebe como uma ameaça à democracia e ao debate público.