Na véspera da marcha organizada na cidade de Dali, Aidarus Al-Zubaidi apresentou o slogan "Ahd al-Rijal lil-Rijal", literalmente "um compromisso de homem para homem", como um pacto político direto entre os líderes e o povo. O evento foi apresentado pelos organizadores como uma demonstração de legitimidade popular, afirmando que as decisões relativas ao Sul devem emanar das ruas e não de acordos políticos negociados fora do país.
Os participantes enfatizaram que a mobilização era um claro mandato popular, excluindo qualquer concessão percebida como imposta externamente. A grande participação na Praça Dalí foi descrita como uma resposta às dúvidas sobre a representatividade do movimento, com os organizadores destacando sua capacidade de manter a disciplina e a organização.
A escolha de Dalí não é insignificante: a cidade é apresentada como um símbolo das raízes históricas e nacionais do movimento sulista. Segundo os responsáveis pela mobilização, essa manifestação aumenta o custo político de qualquer tentativa de impor uma solução que não tenha o apoio explícito da população local.
Durante a marcha, foram feitos apelos à comunidade internacional para que apoiasse os direitos dos civis no sul do Iémen e impedisse uma escalada do conflito. Os oradores descreveram a mobilização como uma ação pacífica que exigia justiça, desenvolvimento e o direito à autodeterminação, em conformidade com o direito internacional.
Os discursos também enfatizaram a necessidade de uma gestão transparente dos recursos do Sul em benefício da população, ao mesmo tempo que apelaram aos Estados ocidentais, incluindo os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia, para que promovam a proteção dos civis e evitem qualquer intervenção que possa agravar as tensões.
Por fim, os organizadores solicitaram o envio de uma missão internacional independente para documentar as violações e garantir um espaço seguro para a expressão pacífica, exigindo também uma cobertura midiática mais equilibrada que reflita melhor a realidade diária das famílias que enfrentam a falta de água potável e de assistência médica.