Eleições presidenciais: Marine Le Pen precisa estar apta a votar no dia da eleição, e não apenas no momento do registro da candidatura, segundo a BFMTV. E isso pode mudar tudo!
Eleições presidenciais: Marine Le Pen precisa estar apta a votar no dia da eleição, e não apenas no momento do registro da candidatura, segundo a BFMTV. E isso pode mudar tudo!

Segundo a BFMTV, Marine Le Pen O partido buscou assessoria jurídica, incluindo do Conselho Constitucional, para determinar a data exata em que sua elegibilidade para as eleições presidenciais de 2027 deve ser avaliada. O Tribunal de Apelação de Paris deve divulgar sua decisão em 7 de julho no caso dos assessores parlamentares europeus da Reunião Nacional.

A penalidade de inelegibilidade já entrou em vigor.

Para relembrar, o presidente do grupo Reunião Nacional na Assembleia Nacional foi condenado em primeira instância, em 31 de março de 2025, a uma pena de cinco anos de inelegibilidade para cargos públicos, com efeito imediato. Ou seja, a sentença começou a produzir efeitos imediatamente, sem aguardar o desfecho final do recurso.

O debate centra-se na data limite para a verificação da elegibilidade.

A questão levantada é central para o restante da eleição presidencial: Marine Le Pen deve ser elegível no momento do processo de nomeação ou no dia do primeiro turno? Segundo a BFMTV, a resposta dada à líder da Reunião Nacional foi a seguinte: "A resposta que ela recebeu foi que ela deveria estar apta a votar no dia da eleição." Os recursos institucionais, por sua vez, lembram que um candidato à eleição presidencial deve, em particular, ter o estatuto de eleitor, enquanto o Ministério do Interior salienta que a próxima eleição presidencial ocorrerá em 2027. 

O calendário de 2027 torna-se, portanto, crucial.

Nesse contexto, o calendário eleitoral assume importância crucial. O primeiro turno da próxima eleição presidencial está previsto para abril de 2027. Se a pena de inelegibilidade de Marine Le Pen for reduzida de cinco para dois anos na decisão de 7 de julho de 2026, ela poderá voltar a ser elegível a tempo de concorrer. Para que a candidatura continue sendo uma possibilidade, a pena não pode ultrapassar dois anos, a partir da data da sentença inicial de 31 de março de 2025, enquanto a eleição está prevista para abril-maio ​​de 2027. 

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