O Goldman Sachs afirmou que o petróleo russo barato e o aumento dos custos de transporte marítimo estão mantendo o fluxo de petróleo bruto russo para os mercados, apesar das sanções americanas contra navios russos.
O Goldman Sachs acrescentou ainda que é improvável que as sanções americanas contra a indústria petrolífera russa tenham um impacto significativo na produção de Moscou devido aos baixos preços.
Além disso, o aumento das taxas incentivou navios não sujeitos a sanções a transportar petróleo bruto russo, preenchendo assim a lacuna deixada pelos petroleiros incluídos na lista negra.
Analistas do Goldman Sachs explicaram que os grandes descontos no petróleo bruto russo "ESPO" estão atraindo compradores receosos da alta dos preços.
Eles acrescentaram: "Dado que o objetivo final das sanções é reduzir as receitas petrolíferas russas, espera-se que os decisores políticos ocidentais priorizem a redução dessas receitas em vez de se concentrarem na diminuição dos volumes de produção."
No entanto, analistas do JP Morgan salientaram que alguns riscos são justificados, uma vez que quase 20% dos navios-tanque do tipo "Aframax" em todo o mundo estão atualmente sujeitos a sanções.
Eles declararam: "Impor sanções ao setor energético russo como forma de pressionar em futuras negociações pode levar a resultados incertos, indicando que a eliminação completa do prêmio de risco não é apropriada."
Por Nidaa al Watan, nossa parceira (com informações da Reuters)