Marselha: "Pépito" é condenado a 17 anos de prisão pelo assassinato de um motorista de aplicativo.
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O tribunal criminal de Dijon condenou uma cuidadora infantil de Talant, Côte-d'Or, a dois anos de prisão suspensa por negligência com crianças sob seus cuidados. Os delitos em questão ocorreram entre 2019 e 2024. A ré também foi proibida de exercer a profissão por dez anos e condenada a pagar € 2.000 a cada uma das famílias que entraram com ações cíveis como indenização por danos morais.

O caso veio à tona em 2024, quando uma mãe ficou preocupada com a ausência frequente de sua filha mais nova nas fotos enviadas pela rede de babás. Essas fotos, que deveriam ilustrar atividades em grupo, mostravam apenas a filha mais velha. Ao ser questionada pelos pais, a criança teria explicado que nem sempre saía com a irmã. Esse depoimento deu início à investigação.

Conforme a investigação avançava, outras famílias relataram inconsistências. Uma família descobriu que seu filho, que estava sob os cuidados da instituição há três anos, havia sido deixado sozinho na casa da cuidadora em diversas ocasiões, embora devesse estar participando das atividades da creche. De acordo com as evidências coletadas, a criança havia sido isolada dezessete vezes, a partir de quando tinha apenas cinco meses de idade.

Uma licença desatualizada e crianças isoladas.

A investigação revelou uma violação das normas legais. A cuidadora possuía uma licença que a autorizava a cuidar de três crianças simultaneamente. No entanto, constatou-se que, por vezes, ela cuidava de até sete crianças por dia. Essa superlotação teria levado algumas crianças a serem deixadas sozinhas em um cômodo no porão descrito como à prova de som, ou em outras áreas da casa.

Em juízo, a ré explicou que havia instalado um sistema de videovigilância e alegou que podia visualizar as imagens remotamente quando saía de casa. Segundo os autores da ação, ela minimizou a gravidade das infrações, argumentando que deixar bebês sozinhos era menos problemático, já que eles dormiam a maior parte do tempo.

Os depoimentos recolhidos junto das famílias descreveram um clima de isolamento e medo para algumas crianças. Os pais relataram ameaças de confinamento por comportamentos considerados inadequados.

O tribunal confirmou a acusação de negligência, concluindo que as condições de cuidado não garantiam a segurança e a atenção necessárias para crianças pequenas. A sentença inclui uma proibição profissional de dez anos, medida destinada a prevenir qualquer reincidência. Este caso reacende o debate em torno da supervisão do licenciamento e monitoramento de creches e pré-escolas. Ressalta a importância de sistemas de alerta, frequentemente acionados por famílias vigilantes, na proteção dos membros mais jovens da sociedade.

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