O governo da Malásia criará um comitê especial para investigar as alegações contra o chefe da Comissão Anticorrupção da Malásia (MACC), anunciou na sexta-feira o Ministro das Comunicações, Fahmi Fadzil.
O grupo de trabalho será liderado pelo Secretário-Geral do Governo, Shamsul Azri Abu Bakar, afirmou Fahmi Fadzil durante sua coletiva de imprensa semanal. Ele acrescentou que um relatório será apresentado ao Gabinete ao término da investigação para determinar os próximos passos, em nome da "transparência e integridade".
Essa decisão surge após uma reportagem da Bloomberg que revelou que o chefe da Comissão Anticorrupção da Malásia (MACC), Azam Baki, detém 17,7 milhões de ações de uma empresa de serviços financeiros, avaliadas em cerca de 800 mil ringgits (US$ 205 mil), bem acima do limite de 100 mil ringgits permitido para funcionários do governo. A Reuters ressalta que não verificou essa informação de forma independente.
Em um artigo separado, a Bloomberg também alegou que funcionários da MACC ajudaram um grupo de empresários a assumir o controle de empresas, citando documentos internos e depoimentos de testemunhas. O ministro não especificou quais alegações seriam examinadas pela comissão.
Azam Baki declarou estar pronto para se submeter a uma investigação governamental e afirmou não ter "nada a esconder", alegando que suas declarações financeiras e de patrimônio foram feitas de acordo com as leis que regem o serviço público. O caso surge em meio a crescentes pedidos de sua renúncia em todo o país.