EXCLUSIVO - Jim Carrey: "Foi graças à depressão da minha mãe que comecei a agir como um bobo. Eu sempre tentava fazê-la rir para animá-la."
EXCLUSIVO - Jim Carrey: "Foi graças à depressão da minha mãe que comecei a agir como um bobo. Eu sempre tentava fazê-la rir para animá-la."

Por Jérôme Goulon.

Sem dúvida, foi o ponto alto da última cerimônia do César. Jim Carrey recebeu um César honorário em 26 de fevereiro. Este prêmio reconhece toda a sua carreira e sua influência no cinema. Conhecido por seus papéis memoráveis ​​em filmes como A máscara, O Show de Truman et Brilho Eterno de uma Mente sem LembrançasO ator canadense foi aclamado por seu talento único, que mescla humor, criatividade e emoção. Durante a cerimônia, ele fez um discurso em francês que emocionou profundamente a plateia e lhe rendeu uma ovação de pé. Por trás desse ator imensamente talentoso, que irradia alegria de viver, existem algumas tragédias, como o suicídio de sua companheira, Cathriona White, que o marcou para sempre e o fez lembrar da depressão de sua mãe. Essa depressão, que o impulsionou na infância a querer fazer os outros rirem, contribuiu para torná-lo quem ele é hoje. Jim Carrey discutiu esses eventos difíceis conosco em uma entrevista que concedeu à [nome da publicação/site]. Reunião...

Entrevista: Você tem aparecido menos na tela nos últimos anos... O que aconteceu?
Jim Carrey: Passei por um período realmente horrível na minha vida, um período que eu não desejaria nem para o meu pior inimigo! (Nota do editor: Jim Carrey havia perdido sua ex-parceira, Cathriona White, que cometeu suicídio em 2015.) Sei que ainda terei altos e baixos. Houve momentos em que as coisas melhoraram, mas sempre que penso ter encontrado a paz, bum, é como se eu caísse de uma prancha de surfe e me visse afogando nas ondas quebrando.

Você já consultou um psicólogo ou esteve em tratamento?
Tomei Prozac por um tempo, e não é exatamente o remédio que cura a depressão. Essa coisa deixa o cérebro em estado comatoso, como se estivesse banhado em algodão! (Risada) Apesar de tudo, isso permite que você viva e até sorria no trabalho.

Você gostaria de mais?
Hoje, não tomo mais Prozac, nem álcool, nem drogas, nem café… Não existe pessoa mais pura do que eu! (Risada) Eu lido com minhas fases depressivas sem nenhuma ajuda. É doloroso, mas pelo menos me sinto viva.

Sua mãe sofreu da mesma coisa, não é?
Sim. E o que é bastante paradoxal é que foi graças à depressão da minha mãe que comecei a agir como um tolo. Eu sempre tentava fazê-la rir para animá-la. Eu precisava provar a ela que eu era um milagre e que a vida dela valia a pena ser vivida.

Você nem sempre foi gentil com seus pais nas entrevistas…
É verdade. Passei muito tempo com raiva dos meus pais e expressando isso publicamente. Sentia que eles me pressionavam demais quando eu era jovem.

"Quando eu tinha 13 anos, meu pai perdeu o emprego e quase morremos de fome."

Isso é para dizer ?
Quando eu tinha 13 anos, meu pai perdeu o emprego e quase passamos fome. Depois da escola, meus cinco irmãos e eu limpávamos banheiros em uma fábrica para ganhar algum dinheiro. Chegamos a morar em um caminhão…

Foi por isso que você ficou com raiva deles?
Não. Na verdade, quando comecei a fazer stand-up aos 15 anos, me tornei o único provedor da minha família. Por muito tempo, acreditei que meus pais me sustentavam pelo dinheiro, não pelo meu talento. Mas eu estava enganado.

Sua carreira é marcada por papéis cômicos, embora você também tenha atuado em papéis mais dramáticos, que às vezes foram menos bem recebidos. Você acha que cometeu um erro ao mudar seu estilo?
Não. Quero me divertir com meu trabalho e sempre quero surpreender as pessoas…

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