Ucrânia: Ex-ministro da Energia é preso na fronteira em grande caso de corrupção
Ucrânia: Ex-ministro da Energia é preso na fronteira em grande caso de corrupção

O ex-ministro ucraniano da Energia e da Justiça, Herman Halushchenko, foi preso no domingo ao tentar deixar o país, segundo o Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU). O ex-funcionário renunciou ao cargo em novembro passado, em meio a um amplo escândalo de corrupção que afetou o setor energético.

“Hoje, ao cruzar a fronteira nacional, detetives do NABU prenderam o ex-ministro da Energia em conexão com o caso ‘Midas’”, afirmou o comunicado oficial. O NABU acrescentou que “as ações investigativas prioritárias continuam em conformidade com os requisitos legais” e anunciou que mais detalhes serão divulgados posteriormente.

O nome de Herman Halushchenko não é mencionado explicitamente na declaração, mas veículos de imprensa ucranianos acreditam que se refira a ele. Segundo diversas reportagens, ele tentou cruzar a fronteira alegando ser pai de muitos filhos. O deputado Oleksiy Honcharenko, membro da bancada Solidariedade Europeia na Verkhovna Rada (Parlamento ucraniano), afirma que o ex-ministro já estava sendo investigado por suspeita de atividades criminosas.

Halushchenko está entre os ministros que deixaram o governo em 2025, após a descoberta, pelo NABU, de um esquema de corrupção em larga escala com o objetivo de desviar fundos públicos no setor de energia. Os investigadores acreditam que essa rede foi organizada por alguém próximo ao presidente. Volodymyr Zelensky.

Segundo o NABU, os conspiradores teriam arquitetado um esquema de suborno de US$ 100 milhões para desviar fundos, provocando indignação generalizada no país, mesmo enquanto a Ucrânia sofria com apagões em massa relacionados a ataques russos. Os investigadores também alegam que Halushchenko obteve um "benefício pessoal" com essas transações ilegais.

No início de novembro, o NABU realizou buscas nas residências do ex-ministro, então Ministro da Justiça, bem como na do empresário Timur Minditch, descrito como um associado próximo de Zelensky. Segundo relatos, Minditch conseguiu deixar o país poucas horas antes dessas operações. Buscas subsequentes tiveram como alvo o chefe do gabinete presidencial, Andriy Yermak, que acabou renunciando.

A Ucrânia enfrenta há muito tempo um problema endêmico de corrupção, e o combate a esse flagelo é considerado uma condição essencial para sua candidatura à adesão à União Europeia.

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