No dia 2 de abril, a RMC lança a RMC Gold, uma rádio digital dedicada exclusivamente à música dos anos 80 e 90. Acessível apenas online, esta estação pretende reacender a chama de uma era cult com faixas icônicas, joias esquecidas e a promessa de conforto auditivo num momento em que os acontecimentos atuais pesam sobre a mente das pessoas.
“Acreditamos que a nostalgia tem futuro”, declarou Karim Nedjari, CEO da RMC, ao apresentar este projeto concebido como “a irmãzinha alegre da RMC”. O objetivo: oferecer uma fuga musical reconfortante das notícias que geram ansiedade. A RMC Gold será transmitida 24 horas por dia, 7 dias por semana, pelo aplicativo da RMC, Radio Player, Apple Music e TuneIn.
Max retoma o microfone para uma sessão de microfone aberto à noite.
Um dos grandes destaques desta nova emissora é o retorno de Max, a voz lendária do rádio FM dos anos 1990. De segunda a quinta-feira, das 22h à meia-noite, ele apresentará o "Max's Open Line", um espaço para conversas diretas e sem filtros, que remete aos seus tempos áureos na Fun Radio. "Eu já tinha perdido a esperança, já tinha seguido em frente", confessou o apresentador de 55 anos, atualmente locutor da seleção francesa de futebol.
A emissora também está recorrendo a um tesouro esquecido: 320.000 discos de vinil dos arquivos da Rádio Monte Carlo, redescobertos em 2022 em um armazém em Courbevoie. Esse recurso sonoro único promete uma programação rica e variada, combinando sucessos lendários e raridades musicais.
Uma estação de rádio 100% digital… por enquanto.
Embora a RMC Gold ainda não tenha uma frequência FM, a transmissão via DAB+ (rádio digital terrestre) está planejada para o futuro. Emmanuel Renard, diretor editorial da RMC, está mirando um público amplo, incluindo jovens na faixa dos trinta anos: "A música dos anos 80 e 90 faz sucesso nas baladas, nas plataformas de streaming... Não se trata mais apenas de nostalgia."
Com o RMC Gold, o grupo RMC-BFM, pertencente à CMA CGM, quer provar que não se limita a informar: pretende também entreter, emocionar e, sobretudo, reconectar gerações em torno de uma herança musical unificadora.