A Biocoop aposta em um plano de expansão histórico para revitalizar o setor orgânico. @wikipedia commons
A Biocoop aposta em um plano de expansão histórico para revitalizar o setor orgânico. @wikipedia commons

Após superar a tempestade inflacionária de 2022-2023, que afastou alguns consumidores dos produtos orgânicos, a Biocoop mostra sinais de recuperação e tem grandes planos para o futuro. A rede cooperativa, líder em lojas de produtos orgânicos na França, anunciou nesta quinta-feira uma ambiciosa estratégia de expansão: 160 novas lojas até 2029 e uma meta de faturamento superior a € 2 bilhões. No primeiro semestre de 2025, o grupo registrou um aumento de 7,5% nas vendas, ultrapassando € 1,8 bilhão. O aumento do fluxo de clientes e um leve crescimento no valor médio das compras explicam essa melhora, segundo o CEO Franck Poncet. Impulsionados por essa retomada do crescimento, os membros aprovaram em junho um "plano de investimentos maciço e sem precedentes na história da Biocoop", representando dezenas de milhões de euros.

Preços revistos para atrair mais clientes.

A cooperativa também pretende enfrentar o principal obstáculo dos últimos anos: o preço. Depois de já ter reduzido os preços de centenas de produtos em cerca de 7% em abril, a Biocoop promete ir mais longe. Sua oferta de "preços fixos" deverá expandir de 200 para 500 itens em quatro anos, dos 10.000 disponíveis. A ideia é clara: não deixar que os produtos orgânicos se tornem um luxo reservado a uma minoria. "Quando as vendas forem boas, queremos compartilhar o valor com o consumidor", afirma Henri Godron, presidente da Biocoop.

Uma ambição política e coletiva

Além da expansão comercial, a marca continua a se apresentar como ativista. Ela insiste na necessidade de um apoio mais forte das autoridades públicas, principalmente no que diz respeito à alimentação institucional. A lei Egalim estabelece uma cota de 20% para alimentos orgânicos nas cantinas escolares, uma meta ainda longe de ser atingida. A Biocoop oferece sua própria solução com sua subsidiária dedicada, a Biocoop Restauration, cujo faturamento pode dobrar rapidamente graças a novos mercados. Para Henri Godron, a questão vai além do simples crescimento de uma marca: "Desenvolver a agricultura orgânica é a única resposta crível às emergências climática, social e alimentar". Uma mensagem que soa como um desafio, mesmo com o governo ainda relutante em apoiar um setor que ainda é frágil, mas que os consumidores parecem prontos para abraçar.

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