China: Emissões de CO₂ estabilizam após anos de aumento
China: Emissões de CO₂ estabilizam após anos de aumento

Após anos de aumentos contínuos, as emissões de dióxido de carbono da China devem diminuir ligeiramente em 2025, de acordo com uma análise do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA, na sigla em inglês) publicada pela Carbon Brief. Os pesquisadores estimam a redução em cerca de 0,3% em comparação com 2024, embora ressaltem que a diferença ainda é muito pequena para confirmar definitivamente uma mudança genuína e duradoura.

Embora a queda continue marginal, a dinâmica está mudando: pela primeira vez fora de uma pandemia, as emissões não aumentaram, mesmo com o crescimento contínuo da demanda por energia. Esse desenvolvimento se deve, em grande parte, à rápida expansão da capacidade de energia renovável, que absorveu uma parcela crescente do consumo de eletricidade, limitando, assim, o uso de usinas termelétricas a carvão.

Um ponto de virada frágil

A produção industrial também contribuiu para essa estabilização, particularmente no setor de materiais de construção, afetado pela desaceleração do mercado imobiliário, enquanto a crescente adoção de veículos elétricos impactou as emissões do transporte. No entanto, alguns setores, como o químico, apresentaram um aumento acentuado em suas emissões, um lembrete de que a trajetória permanece instável.

Sendo o maior emissor mundial de gases de efeito estufa, a China pretende atingir o pico de suas emissões antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060. Apesar do crescimento recorde em energias renováveis ​​e armazenamento de energia em baterias, o carvão continua sendo fundamental em sua matriz energética. Os autores do estudo alertam que mesmo um pequeno aumento nas emissões seria suficiente para comprometer a perspectiva de um limite duradouro.

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