Síria: 34 australianos ligados a famílias do Estado Islâmico são libertados pelas autoridades curdas.
Síria: 34 australianos ligados a famílias do Estado Islâmico são libertados pelas autoridades curdas.

As autoridades curdas no nordeste da Síria libertaram na segunda-feira 34 australianos, todos com ligações a jihadistas do Estado Islâmico (ISIS), que estavam detidos no campo de Roj. A informação foi confirmada à AFP pelo diretor do campo, Hakmieh Ibrahim.

Essas 34 pessoas, membros de 11 famílias, eram os últimos cidadãos australianos ainda detidos pelas forças curdas. "Hoje, estamos entregando 11 famílias que possuem cidadania australiana a seus parentes, que vieram da Austrália para buscá-las", disse Hakmieh Ibrahim, acrescentando que o campo de Roj ainda abriga 2 pessoas de cerca de 201 nacionalidades diferentes.

Um fotógrafo da AFP observou mulheres, algumas totalmente cobertas por véus, e crianças saindo do campo com seus pertences. Por sua vez, as autoridades australianas afirmaram na segunda-feira que "o governo não está repatriando pessoas da Síria".

O campo de Roj permanece sob o controle das forças curdas, que mantêm ali parentes de jihadistas estrangeiros, incluindo cidadãos ocidentais, entre eles franceses. Em janeiro, as forças curdas se retiraram do campo maior de al-Hol sob pressão militar das forças de segurança do governo central sírio, que haviam assumido o controle do local.

Desde a retomada das hostilidades, milhares de mulheres e crianças de jihadistas estrangeiros fugiram do campo de al-Hol, que abrigava aproximadamente 24.000 pessoas, incluindo cerca de 6.300 estrangeiros, segundo as autoridades curdas. Seu destino permanece desconhecido.

Na Austrália, a repatriação de familiares de membros do Estado Islâmico é um tema de debate. Alguns políticos acreditam que essas mulheres representam uma ameaça potencial à segurança nacional. Por outro lado, organizações não governamentais defendem seu bem-estar, denunciando as condições de detenção "terríveis" em que se encontram. Em 2023, a Save the Children Austrália entrou com uma ação judicial em nome de 11 mulheres e 20 crianças, buscando sua repatriação.

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