Segundo o ICE, onze migrantes morreram sob custódia nos Estados Unidos desde o início do ano.
Segundo o ICE, onze migrantes morreram sob custódia nos Estados Unidos desde o início do ano.

Pelo menos onze migrantes morreram sob custódia dos EUA entre janeiro e o início de março de 2026, enquanto estavam sob a supervisão do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), de acordo com dados divulgados pela agência. Esse número segue as 31 mortes registradas em 2025, um nível não visto em duas décadas.

Entre os casos documentados está o de Emanuel Cleeford Damas, um cidadão haitiano que morreu em 2 de março em um hospital de Scottsdale, Arizona. O ICE o deteve após sua prisão por agressão em Boston, em setembro de 2025, antes de transferi-lo para o centro de detenção de Florence, no Arizona.

Segundo a agência, Damas relatou dificuldades respiratórias em 19 de fevereiro e foi levado a um hospital local, sendo posteriormente transferido para uma unidade em Phoenix, onde foi internado na UTI. Ele foi colocado em um respirador antes de falecer em 2 de março. O ICE afirmou que a causa da morte ainda não foi determinada.

Em entrevista à Associated Press, o irmão do falecido afirmou que a morte foi causada por uma infecção relacionada a uma dor de dente não tratada. O Departamento de Segurança Interna dos EUA, quando questionado sobre isso, remeteu à declaração oficial do ICE, que não menciona nenhum problema dentário.

Outro caso mencionado diz respeito a Pejman Karshenas Najafabadi, um detento cuja morte também está entre os incidentes registrados este ano pelas autoridades de imigração.

Mortes sob custódia são frequentemente criticadas por organizações de direitos humanos e alguns políticos, que denunciam as condições de detenção e o acesso limitado a cuidados médicos em instalações administradas ou supervisionadas pelo ICE. A agência, por sua vez, afirma que realiza investigações internas sobre cada morte e divulga informações sobre esses incidentes em conformidade com as normas federais de transparência.

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