Feminicídio em Montauban: pede-se prisão perpétua para homem acusado de atos de tortura.
Feminicídio em Montauban: pede-se prisão perpétua para homem acusado de atos de tortura.

Na segunda-feira, foi solicitada a prisão perpétua no Tribunal de Justiça de Tarn-et-Garonne para um homem de 41 anos que está sendo julgado pelo assassinato particularmente violento de sua esposa em 2023. O acusado, eletricista e técnico de aquecimento, confessou todos os crimes no início do julgamento, alegando ter perdido o controle no momento do crime. Os eventos ocorreram em Lamothe-Capdeville, onde a vítima, uma mãe de cinco filhos de 36 anos, foi estuprada, esfaqueada e estrangulada em circunstâncias descritas como extremamente brutais.

Durante suas alegações finais, o promotor enfatizou a violência excepcional da cena, descrevendo um nível de brutalidade raramente visto. Segundo a acusação, o homem agiu com tamanha intensidade que constituiu atos de tortura e barbárie, justificando a pena máxima com um período mínimo de 22 anos. Após os acontecimentos, o acusado deixou a casa da família no meio da noite, deixando os filhos para descobrirem o corpo da mãe na manhã seguinte — um trauma duradouro que está no cerne do processo judicial.

Um julgamento tenso em torno da responsabilidade do réu.

O julgamento também foi marcado por questionamentos sobre o estado mental do réu. Ele alega sofrer de amnésia parcial em relação a certos atos, incluindo o estupro e o uso da faca. Peritos médicos, no entanto, descartaram a possibilidade de uma crise neurológica ou transtorno psiquiátrico que pudesse ter comprometido seu discernimento, concluindo que ele era plenamente responsável criminalmente. A hipótese de que o ato teria sido motivado por ciúme conjugal foi levantada, mas não foi claramente comprovada, visto que o réu continuou a negá-la.

As partes civis enfatizaram as consequências irreversíveis deste crime para as cinco filhas do casal, agora com idades entre 7 e 17 anos. Seu advogado descreveu a destruição total da família e denunciou a aparente frieza do réu durante a audiência. Além da pena de prisão perpétua, a promotoria solicitou supervisão pós-libertação com tratamento obrigatório, proibição de posse de armas de fogo e privação dos direitos civis e familiares. O veredicto é esperado em um clima de grande emoção, ao final de um julgamento marcado pela gravidade do crime e pelo sofrimento da família.

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