Apresentado na CES 2026 em Las Vegas, o novo GLC elétrico marca um marco simbólico para a Mercedes-Benz. A fabricante alemã está introduzindo, pela primeira vez, um interior inteiramente feito sem materiais de origem animal. Essa abordagem faz parte de uma estratégia mais ampla que combina eletrificação, inovação em materiais e uma resposta às crescentes expectativas da sociedade em relação à ética e à sustentabilidade. No centro deste projeto está um material chamado ARTICO. Já presente em alguns dos níveis de acabamento da marca, ele é usado aqui sistematicamente como uma alternativa ao couro. Sua aparência e toque são projetados para se assemelharem ao máximo ao couro tradicional, sem o uso de quaisquer produtos ou fibras de origem animal. A Mercedes-Benz o utiliza principalmente nos bancos, volante e em todas as superfícies frequentemente tocadas pelos ocupantes. No entanto, a abordagem vegana não se limita aos elementos mais visíveis. Os painéis das portas, colunas, teto e carpetes utilizam tecidos e microfibras certificados como livres de componentes de origem animal. Os tapetes do assoalho e do porta-malas são feitos de tecidos sem lã e incorporam materiais reciclados. Elementos ainda mais técnicos, como certos aglutinantes, revestimentos e aditivos, foram reformulados utilizando polímeros sintéticos para excluir quaisquer substâncias de origem animal. Segundo o fabricante, não são utilizadas colas, corantes ou substâncias de processamento de origem animal na produção deste interior.
Certificação oficial emitida pela Sociedade Vegana.
Para garantir a credibilidade dessa abordagem, a Mercedes-Benz trabalhou com a Vegan Society, uma organização internacional líder em certificação vegana. A Sociedade auditou todos os materiais de toque suave utilizados no interior dos veículos, examinando tanto os componentes acabados quanto os processos de fabricação. O objetivo era eliminar não apenas materiais obviamente derivados de animais, mas também aditivos, revestimentos ou auxiliares de processamento que pudessem conter traços de origem animal. Quando os componentes existentes não atendiam a esses requisitos, engenheiros e fornecedores revisaram seus projetos. Após esses ajustes, uma auditoria independente abrangente foi realizada. Aproximadamente cem componentes de diversos fornecedores foram analisados. Para obter a certificação, os materiais precisavam ser isentos de quaisquer produtos ou derivados de origem animal, não ter sido testados em animais e minimizar o risco de contaminação cruzada durante a produção.
Essa validação permite que o GLC elétrico exiba o selo oficial da Vegan Society.
Essa opção aparecerá no configurador online quando os clientes selecionarem o Pacote Vegano oferecido neste modelo. A Mercedes-Benz torna-se, assim, a primeira montadora a comercializar um interior de veículo certificado por essa organização independente. Com este GLC elétrico equipado com a tecnologia EQ, a marca pretende combinar a eletromobilidade com novos padrões em design de interiores. A disponibilidade desses acabamentos veganos está prevista para o mercado americano a partir do segundo semestre de 2026. Esse lançamento pode prenunciar uma implementação gradual desses materiais em outros modelos da linha, à medida que as expectativas por sustentabilidade e rastreabilidade ganham força na indústria automotiva.