O governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha, anunciou seu afastamento temporário do cargo após ser acusado pelos Estados Unidos de ligações com o poderoso cartel de Sinaloa. A decisão ocorre em meio a uma investigação interna que apurará as alegações.
Em um pronunciamento televisionado na noite de sexta-feira, o líder afirmou sua inocência, declarando que deixava o cargo "com a consciência tranquila". Ele criticou veementemente as acusações americanas, classificando-as como um ataque político contra o movimento governista ao qual pertence.
A acusação, divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA, não tem como alvo apenas Ruben Rocha. Ela também inclui diversos funcionários mexicanos, atuais e antigos, suspeitos de colaborar com o cartel para facilitar o envio de grandes quantidades de drogas para os Estados Unidos.
Este caso coloca a presidente mexicana Claudia Sheinbaum em uma posição delicada. Ruben Rocha é, de fato, membro de seu partido, o Morena, e um aliado próximo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, figura importante na política mexicana recente.
O presidente indicou que qualquer extradição para os Estados Unidos exigiria "provas claras", enfatizando a sensibilidade política e jurídica do caso. O governo mexicano parece, portanto, estar protelando diante da pressão americana.
Num país assolado pela violência dos cartéis, estas acusações reacendem as preocupações sobre a influência do crime organizado nas instituições. A investigação em curso será crucial para apurar responsabilidades e avaliar a extensão das alegadas ligações entre figuras políticas e organizações criminosas.
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