A Rússia invoca "autodefesa" após escoltar petroleiros sancionados perto do Reino Unido.
A Rússia invoca "autodefesa" após escoltar petroleiros sancionados perto do Reino Unido.

A Rússia afirmou na quinta-feira que se reserva o direito de defender seus interesses contra o que chamou de "atos de pirataria", após a revelação da escolta de petroleiros sujeitos a sanções por uma fragata russa no Canal da Mancha, ao largo da costa do Reino Unido.

Segundo relatos da imprensa, a fragata russa "Almirante Grigorovich" acompanhou dois petroleiros alvos de sanções britânicas — o "Universal", com bandeira russa, e o "Enigma", com bandeira camaronesa — durante sua passagem por essa área estratégica.

Em resposta a essas revelações, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, defendeu a operação, afirmando que Moscou havia observado repetidamente atos de "pirataria" em águas internacionais. Segundo ele, esses incidentes prejudicaram os interesses econômicos russos, justificando o reforço das medidas de segurança.

"Nos últimos meses, temos assistido a repetidos atos de pirataria em águas internacionais", afirmou Dmitri Peskov, salientando que a Rússia pretende garantir a segurança da sua navegação marítima.

Essa posição surge em meio a tensões crescentes entre Moscou e os países ocidentais, particularmente em relação às sanções econômicas direcionadas ao setor energético russo. A presença de embarcações sujeitas a sanções em áreas sensíveis como o Canal da Mancha representa mais um ponto de discórdia.

A escolta militar de petroleiros pode ser percebida como uma demonstração de força, que provavelmente alimentará preocupações sobre a segurança marítima e a liberdade de navegação em águas internacionais.

Nesse clima tenso, a Rússia alega querer proteger seus interesses econômicos, enquanto os países ocidentais monitoram de perto qualquer tentativa de burlar as sanções existentes.

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