Inteligência artificial na África: ONU pede investimento maciço para evitar declínio econômico.
Inteligência artificial na África: ONU pede investimento maciço para evitar declínio econômico.

Os países africanos devem intensificar seus esforços financeiros para desenvolver a infraestrutura necessária para a inteligência artificial, ou correm o risco de perder uma grande transformação econômica, alerta a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África em um novo relatório.

Segundo este órgão das Nações Unidas, os governos africanos devem recorrer a empréstimos, aumentar a arrecadação de impostos e mobilizar recursos de fundos de pensão e fundos soberanos para financiar projetos estratégicos, particularmente em centros de dados e energia.

O relatório destaca que mais de 50 países africanos correm o risco de ficar para trás na revolução digital devido à falta de infraestrutura. Atualmente, menos de 1% dos centros de dados do mundo estão localizados no continente, um desequilíbrio que representa desafios tanto econômicos quanto de soberania.

Para solucionar esse problema, a ONU recomenda investimentos coordenados em energia e infraestrutura digital, dois setores considerados complementares. O acesso facilitado à eletricidade confiável é essencial para apoiar o desenvolvimento de tecnologias avançadas.

A organização também acredita que os orçamentos públicos por si só não serão suficientes. Ela defende a mobilização de financiamento privado e o fortalecimento dos sistemas tributários nacionais para apoiar essas ambições.

Além da infraestrutura, o relatório destaca a necessidade de desenvolver competências, particularmente através da formação profissional, e de acelerar a implementação da Área de Livre Comércio Continental Africana para promover a integração económica.

A inteligência artificial poderia permitir que o continente diversificasse suas economias, que ainda são amplamente dependentes de matérias-primas, promovendo a produção de bens de maior valor agregado. Também ofereceria oportunidades para o processamento local de recursos estratégicos, como minerais usados ​​em baterias e tecnologias digitais.

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